domingo, 19 de julho de 2020

DOIS ANOS DO ESPAÇO DE LEITURA ERA UMA VEZ DO HOSPITAL SANTA CRU


Quando o Arthur (meu filho) nasceu, o primeiro lugar para onde foi levado, foi a UTI Pediátrica do Hospital Santa Cruz. Foi lá que começamos a nos conhecer. E foi lá que fomos descobrindo juntos que a vida não seria exatamente como tínhamos planejado. Nos 8 anos de vida do Tutuks aqui nesse planetinha, inúmeras vezes na UTI Pediátrica do HSC e outras tantas para a enfermaria, a fim de tentar minimizar suas tempestades cerebrais. Ao longo daqueles 8 anos nossa família conheceu muita gente bacana, médicos, equipe de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, equipe da copa, do lactário e da higienização. Conhecemos também muitas mães, especialmente mães de bebês pequenininhos e frágeis, que tiveram pressa para nascer. A gente vive uma rotina diferente quando estamos no hospital, mas quando moramos na mesma cidade, temos família, babá, amigos, um montão de gente pra ajudar a resolver a vida.
Muitas mães de bebês apressados, no entanto, moram longe e não tem ninguém pra partilhar as angústias, o cansaço, a rotina. Aprendi, ao longo desses anos, que quando cabeça de mãe fica cansada, muitos pensamentos que não são legais passam por lá. Por isso, sempre lia muitas histórias e ouvia muitas canções, dentro e fora da UTI, para fortalecer laços vitais.
Em 2018, durante a última internação hospitalar, fui contar histórias na Pediatria e a equipe da UTI me pediu para contar para elas também. Contei para equipe de enfermagem e para as mães. Depois, conversamos um pouco e falei de como era importante para mim, contar histórias para meus filhos, como sinto que as histórias me colocam numa conexão bacana com eles.  Sugeri que lessem para seus pequenos. Histórias embalam, como o colo que gostariam, mas ainda não podiam dar a seus pequeninos. Depois, me dei conta que não haviam livros para elas ler.
Foi então que nasceu a ideia de criar um pequeno espaço de leitura, com livros infantis e de contos que pudessem ficar à disposição das mães e pais, dentro do espaço que dá acesso à UTI e à UCI do Hospital Santa Cruz. A ideia brotou com uma certa urgência, pois as mães e seus bebês estavam ali. Conversei, troquei ideia, articulei e nasceu o Espaço Era Uma Vez, com todos os cuidados para a higienização dos livros. Hoje o Espaço Era Uma Vez completa 2 anos 🤩 Tenho certeza que o Asteróide B612 também está em festa!! 🥳









quinta-feira, 18 de junho de 2020

ENCONTROS E DESENCONTROS



Conheço muitas pessoas que não gostam de ir ao super mercado fazer compras. Eu, no entanto, sou daquelas que sempre gostou. Pra mim, ir ao mercado era momento garantido de encontro com algum amigo. Quando vou à minha cidade natal, adoro ir ao mercado, à farmácia, à loja de ferragens, pois sei que vou encontrar algum conhecido ou amigo de infância.
Difícil pra mim é fazer uma comprinha rápida, já que é muito improvável conseguir ir ao mercado sem ficar de conversa com alguém. Sou daquelas que, se deixar, puxa conversa com a menina da fiambrería, faz aula com o senhor que organiza as frutas (ele sempre tem dicas ótimas), troca receita com a moça do caixa.
Isso tudo, porém, foi antes das idas ao mercado necessitarem de tanto cuidado, foi antes de precisarmos nos afastar para mostrar que nos importamos com aqueles que amamos. Agora, a gente vai às compras com máscara no rosto, e do sorriso vemos só os olhos apertadinhos, a palavra é abafada, o abraço virou aceno.
Ontem eu fui ao mercado, coisa que faço com muito menos frequência hoje em dia. Agora, vou às compras torcendo para não encontrar nenhum amigo, porque é muito difícil encontra-los e não poder abraçar. Mas, ontem eu fui ao mercado e, no meio das compras, encontrei um grande e querido amigo, daqueles que o encontro foi sempre uma grande celebração. Ontem, no entanto, eu congelei. Eu não sabia o que dizer e o meu peito não sabia o que sentir. Eu não podia abraçar, não podia enxergar o sorrisão, são sabia como celebrar a alegria do encontro sem as ferramentas que sempre usamos.
Hoje, um outro amigo querido escreveu uma mensagem dizendo que para ele, a grande dificuldade desse tempo de quarentena é não poder abraçar as pessoas.  Eu novamente congelei. Como era mensagem, fiquei sem um emoji que expressasse o que eu sentia e sem palavra que substituísse o emoji que não existia.
A ciência já começou a desenvolver vacinas para que possamos aprender a conviver com esse vírus, de modo que nosso corpo possa sofrer menos quando em contato com ele. Mas a ciência não terá ferramentas para nos ajudar a lidar com as emoções desse tempo.
Quando tudo isso passar, precisaremos reinventar os afetos, reaprender a abraçar, pois o abraço (ao menos por um tempo) já não será espontâneo como antes. Será preciso avaliar os prós e contras de cada abraço.
Que a gente não se perca, que saibamos nos cuidar agora do modo correto, que sejamos fortes para manter os laços e sábios para reaprendermos a estar próximos, sem perder a vista do horizonte que sustenta alguma utopia. 

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O QUE APRENDER EM TEMPOS DIFÍCEIS


Ei, psiu!! Você!! Sim, você aí que está lendo esse texto!! Como vai você nessa quarentena? Já começou a se cuidar ou segue tomando todos os cuidados necessários para cuidar de si e dos seus? São tempos estranhos esses. Muitos ainda não acreditam que esse vírus exista e que possa ser potencialmente fatal, mesmo ele já tendo, sozinho, levado mais de 30 mil vidas, em poucas semanas, em nosso país.
Há quem diga que não conhece ninguém que tenha morrido em função do coronavirus, que isso é só uma gripezinha, que se matar velhos tudo bem, que morrer faz parte da vida.  É verdade, morrer faz parte do ciclo da vida. Ou melhor, morrer encerra o ciclo da vida. Mas, não é por essa razão que eu irei achar normal e razoável tantas vidas perdidas sem sentido.
O número de mortos, apenas por COVID-19, nos últimos três meses no Brasil é quase quatro vezes maior do que a população inteira do município onde moram meus pais. Como eu posso pensar que isso é irrelevante? Como poderia não me sensibilizar? Que tipo de seres humanos estamos nos tornando ao minimizarmos as mortes de mais de trinta mil brasileiros?
No início desse processo todo, muitos diziam que sairíamos pessoas melhores desse período. Eu já suspeitava que não. Queria muito estar errada na minha suspeita. No entanto, o que vejo nas redes sociais e telejornais são manifestações do que de pior poderia ter aflorado nas pessoas. A pressão faz isso, faz explodir os piores sentimentos.
É preciso ser muito forte para aceitar, com alguma serenidade, a realidade de uma pandemia e viver todas as suas consequências. É preciso ter muita empatia e amorosidade para pensar fora da caixa e olhar para além do próprio umbigo e das perdas pessoais. É preciso ser gente pra não desejar a destruição do outro, pra não torcer contra a vida, pra não distorcer a ciência, nem desqualificar os profissionais que estão dedicando seu dia a dia a minimizar as perdas e potencializar a vida.
Que possamos aprender, nesse momento e a partir dele, a sermos mais fortes, serenos, empáticos, amorosos, humanos, solidários. São tantos que precisam da nossa ajuda, de tantos modos diferentes. Não dá pra ajudar todo mundo, mas dá pra usar máscara e lavar as mãos, dá pra se esforçar para entender as dificuldades e limitações do outro, dá pra dialogar mais e acusar menos, dá pra valorizar os profissionais da saúde, da educação, da higiene e da alimentação, que estão se desdobrando para minimizar os impactos deste momento, dá para apoiar os profissionais da cultura e os artistas, que nunca trabalharam tanto sem cachê algum. Dá para valorizar as pessoas e tentar compreender a situação de cada um. Dá para valorizar a vida no lugar de desdenhar a morte.  


quinta-feira, 21 de maio de 2020

CARTA DE UMA ESTUDANTE DA MEDICINA PARA A SOCIEDADE



Tenho uma amiga querida, estudante do quinto ano do curso de medicina, que numa conversa (pelo whatsApp é, claro) contou-me que, para tentar organizar seus sentimentos, especialmente neste tempo, onde sua sala de aula (o hospital) tornou-se o lugar onde há maior risco de contágio por coronavírus, entre outros bichinhos um pouco menos preocupantes nesse momento, ela escreve em um diário. A escrita, ainda que pessoal, é sempre um modo de organizar sentimentos e pensamentos.
Minha amiga, naturalmente preocupada com o momento e perplexa com o modo como tantas pessoas negam os fatos, as evidências científicas, a experiência dos outros países, a orientações da Organização Mundial da Saúde e o incrível número de mortos por COVID-19 em nosso país - que só faz aumentar, com uma velocidade assustadora- , e ainda mais espantada com o desrespeito  para com a vida humana e com os profissionais que por ela zelam, escreveu uma carta endereçada à Sociedade.
Trago para essa nossa conversa, trechos da carta de minha amiga, para que eles e ela possam nos ajudar a pensar um pouco melhor sobre tudo isso, pelo olhar de quem está do outro lado, ajudando a salvar vidas.
“Querida Sociedade, falo na voz de uma futura profissional da saúde que, todos os dias, está buscando fazer o seu melhor para ajudar nesse momento crítico em que a humanidade vive. [...] Durante minha trajetória como interna no hospital onde concluo meus estudos, observo, para dentro e para fora das paredes do hospital, pouco de humanidade em nossa espécie. Não refiro-me aos profissionais da saúde, a eles só tenho elogios, pois, assim como eu, estão longe dos que amam, com horas de descanso reduzidas, com medo crescente de se contagiar e transmitir esse vírus para seus familiares e para os que se dedicam a cuidar.
A falta de humanidade que percebo vem das pessoas que não se cuidam e colocam em risco a vida dos outros. Dos que se exaltam, sem ao menos tentar compreender o cotidiano intenso de uma equipe de saúde, que neste momento torna-se ainda mais tenso e preocupante. Falo daqueles que esquecem que a vida é nosso bem mais precioso, e que ela deve ser sempre tratada com cuidado e carinho. Não compreendo porque essas pessoas escolhem não ver os profissionais da saúde como seres humanos que se dedicam a salvar vidas, preferindo vê-los como inimigos da economia e da sociedade.
Cara Sociedade, é pelos seus que estudamos e trabalhamos. Você já parou para pensar na responsabilidade de ter uma vida nas mãos e nem sempre conseguir salvá-la? Consegue imaginar a dor e a frustração que sentimos quando uma vida deixa precocemente este mundo e culpa por não conseguir salvar alguém, que é o amor de outro alguém?” Será que a você ainda consegue aprender com a Senhora Dona Empatia, para que não percamos nossa humanidade, Senhora Dona Sociedade?!


quinta-feira, 14 de maio de 2020

EFEITO BORBOLETA



Tem histórias que nos tocam de modo diferente. Algumas nos emocionam, despertam memórias, sensações, outras nos fazem pensar ou embaralham o pensamento. Uma boa narrativa ficcional, pode servir como metáfora para compreendermos a vida e seus desafios.
Eu sou desse tipo de gente que busca sentido nas narrativas. Muitas vezes elas acalmam o tsunami dentro do meu peito. Outras vezes, porém, são elas que o provocam. Nos dois casos, frequentemente, me ajudam a pensar. Por esta razão, tem histórias que releio, filmes que revejo, músicas que revisito.
Efeito Borboleta é uma dessas histórias. Nesse filme, Evan, o personagem principal, pode viajar no tempo. Com o poder de voltar ao passado, Evan tenta inúmeras vezes modificar os acontecimentos, para que o futuro de seus amigos de infância seja diferente no momento presente. Toda vez que altera o passado, porém, Evan modifica também o futuro.
Estamos no meio de uma pandemia mundial, podemos dizer que vivemos um momento de caos, lutando para nos proteger de um inimigo invisível, capaz de aniquilar muitas vidas. Vivemos algo que antes só havíamos assistido em filmes de ficção científica ou pelos telejornais, mas com tamanho distanciamento geográfico que também parecia ficção. Agora a ficção virou realidade na nossa porta.
Podemos pensar em como teria sido, - como estaria sendo -  se alguns meses atrás, esse vírus não tivesse mudado sua forma de apresentação, ou se não tivesse saído do continente asiático. O que aconteceu ali atrás, mudou o nosso presente e mudará nosso modo de viver e nos relacionarmos no futuro. Isso é fato. Mas, diferente de Evan, não podermos mudar o passado. Podemos, no entanto, mudar o futuro.
O dia de hoje, amanhã já será passado. O que você está fazendo hoje para mudar o futuro? Qual a sua contribuição para que possamos voltar a conviver mais de perto, uns com os outros, de modo seguro para todos? Esse convívio seguro, ainda que diferente do que era antes, só acontecerá quando conseguirmos aprender a conviver mais tranquilamente com esse bichinho que anda solto por aí.
Se você escolhe usar máscara para sair na rua, manter distanciamento necessário e seguro, se escolhe colocar as roupas ao sol quando chega em casa; lavar os alimentos e compras, com água e sabão, antes de guardá-los, se você faz o que precisa ser feito, sem que haja necessidade de decreto algum (ou ainda que por decreto), o futuro será um. Se você escolhe negar a realidade e fazer o que lhe é mais cômodo, o futuro será muito diferente. E assim como no filme, as escolhas de uma pessoa modifica o futuro de todos.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

A FRUTA NÃO CAI LONGE DO PÉ


Minha mãe é daquele tipo de gente que não sabe viajar sem comprar presentinho pra todo mundo. Também adora fazer doces para agradar a família e os amigos. A ambrosia e a rapadurinha de leite dela, por sinal, são as melhores desse mundo todinho. Acho que herdei dela esse jeito de fazer carinho, através do alimento e das pequenezas cotidianas.
Meu pai, por sua vez, me ensinou a escutar música, a pesquisar na Enciclopédia Barsa (falo de um tempo onde não existia internet) e a dançar twist. Ele também tinha por hábito preparar ovo cozido com gema mole ou feijão com pão (adoro!) numa cumbuquinha. Ou seja, meu pai era - e ainda é - um pãi.
Essas memórias são da minha infância, embora minha mãe siga comprando presentinhos quando viaja e fazendo as melhores rapadurinhas de leite e ambrosia do mundo todinho. Acontece que, quando chega a adolescência, a gente precisa de espaço e autonomia para se autoafirmar enquanto sujeito. Daí começa a inventar modos de se mostrar diferente do pai e da mãe. Afinal, é preciso provar para o mundo que somos uma pessoa única, diferentona.  Essas experiências vividas e sentimentos sentidos da fase da adolescência, só iremos compreender em sua parcial totalidade, quando nos tornamos pais e mães de adolescentes.
A vida segue seu curso e quando nos tornamos adultos, especialmente depois que temos filhos, sobrinhos ou afilhados, fazemos uma espécie de seleção daquelas qualidades que nos agradavam em nossos pais e tentamos imitá-los. Algumas vezes acertamos, outras escorregamos. E haverão aquelas características que, mesmo a contragosto, a gente herda. Afinal, a fruta não cai longe do pé.
Trago essas memórias, porque neste momento tão frágil, de distanciamentos necessários, cuidados muitos, aprendizagens outras, precisamos aprender, entre tantas coisas, outros modos de (con)viver, de estar juntos, de celebrar a vida. Fico pensando no quão fundamental são as memórias afetivas para sustentar esse momento. Para assegurar os laços, para dar sentido a este tempo que parece sem sentido.
Neste Dia das Mães, não quero que meu filho saia de casa para comprar presentes. Também não abraçarei minha mãe enlaçando-a em meus braços. Neste dia das mães, quero que presença e memória façam-se abraço. Quero tempo para lembranças e para viver o presente em suas delicadezas cotidianas. Quero dar e receber carinho que se faz através do alimento, da música, do cuidado.
Que cada um possa encontrar um modo de viver o tempo presente, porque o futuro é incerto, como sempre foi. Sempre acreditamos que o horizonte estava lá e o que nos fazia caminhar era a utopia. Perdemos o horizonte, mas não podemos perder a utopia. Precisamos aprender a desenhar um outro horizonte, juntos. Mas para isso, precisamos estar aqui, vivos. Cuidem-se!! Que neste Dia das Mães, o cuidado seja o maior presente. 
* A foto é da minha amiga Ludmila Faria Mendes (obrigada pela partilha, Lud)

quinta-feira, 30 de abril de 2020

CINCO MIL QUINHENTOS E ONZE

No momento que inicio a escrita deste texto, o número de casos confirmados de COVID-19 no Brasil era de 79.361. Destes, mais de 34 mil já haviam se recuperado. Outros 5.511, foram casos sem condição de reversibilidade, 5.511 vidas perdidas. Veja bem, não foram 5.511 mortes no Brasil desde que o coronavírus aportou em terras brasileiras, foram 5.511 mortes apenas pelo COVID-19, em poucas semanas.
No momento em que parte da população brasileira ainda nem entendeu direito o que está acontecendo, enquanto muitos teimosos insistem em negar a existência de um vírus que ainda está fora de controle e outros tantos ainda não conseguem colocar a vida humana como prioridade, o vírus já causou 5.511 mortes no Brasil. A imprensa informa que o número de mortes em algumas regiões do país pode ser sete vezes maior, uma vez que há subnotificação dos casos.
Talvez, a pergunta que deva ser feita todos os dias, antes de levantar da cama, antes de escolher não tomar as medidas de proteção necessárias e defender a anticiência, de pensar fora da razão e colocar a economia acima da vida, como se ela service para alguma coisa, se não houvesse vida, talvez a pergunta primeira deva ser: quantas pessoas da sua família precisam morrer para que você faça o que tem que ser feito?
Porque razão a vida do pai de outra pessoa, vale menos que a vida do seu pai? Porque razão a vida do filho de outra pessoa, vale menos que a vida do seu filho? Porque razão as vidas perdidas não te sensibilizam, não te mobilizam? Porque razão, você escolhe acreditar numa voz desconhecida, que te chega numa mensagem qualquer pelo celular, do que nos cientistas, nos médicos que respeitam a ciência, na Organização Mundial da Saúde? Porque razão?!! Não há razão, quando nossas escolhas são fora da razão, quando nossas escolhas são, porque acreditamos que é assim e ponto.
Acreditar em algo é, quase sempre, bom. Ter fé ajuda a não deixar a peteca cair. No entanto, cresci ouvindo dizer que a fé sem obras é morta. Se você tem fé em algum Deus, alguma entidade, algum Oxirá, algum ser de luz: ore, medite, faça oferendas, dance, mas também, coloque a máscara no rosto, respeite o distanciamento social, lave as mãos, use álcool gel, fique em casa sempre que puder, pare de reclamar e faça a sua parte.
Neste momento, cuidar de si é cuidar do outro. Não se coloque em risco, não coloque a vida de quem você quer bem em risco. Faça a sua parte, para que mais ninguém se perca pelo caminho. Que a dor do outro, seja sua também. Seja responsável! Fique bem! Se puder, fique em casa! Se cuide! Cuide dos seus!