sábado, 15 de dezembro de 2018

ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA DA AGES 2018


📚 Hoje pela manhã foi realizada Assembleia da Associação Gaúcha de Escritores (AGES), no Auditório da Livraria Paulinas, em Porto Alegre. Uma alegria e um grande desafio fazer parte da nova diretoria eleita da AGES, como vice-presidente administrativa! Que honra estar ao lado dos queridos amigos e grandes escritores que são Alexandre Brito (presidente), Gláucia de Souza (vice-presidente cultural) e Leila Pereira (vice-presidente social). Esperamos dar continuidade, com competência e amorosidade, ao lindo trabalho feito pelos queridos Christian David, Antônio Schimeneck, Milene Barazzetti Machado e Marion Cruz, juntamente com Carlos Scomazzon e Jacira Fagundes, sempre lutando a favor do livro e da literatura, bem como dos escritores e escritoras de nosso estado. Esperamos caminhar de mãos dadas com todos associados e parceiros do livro e da leitura!! 📚

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

CONVERSA DE PROFESSOR EM CIDREIRA

Hoje foi dia de “Conversa de Professor” em Cidreira (RS). São mais de sete anos que participo deste ciclo de palestras tão bacana, organizado pela Fundação Ecarta. Já viajei para muitos cantos e recantos do Estado, sempre trocando ideias e conversando com pessoas legais sobre “Letramento e Alfabetização” e também sobre “Contação de Histórias”. Hoje em Cidreira não foi diferente. Hoje o papo foi sobre “Contação de Histórias” e como não poderia ser diferente contei histórias, brincamos com palavras, inventamos histórias malucas, sempre acompanhadas pelo olhar atento e amoroso da amiga Glaci Borges. Vida longa ao Projeto Conversa de Professor!!



domingo, 2 de dezembro de 2018

NÓS E O FIO DE ARIADNE


“Theseus and Ariadne at the Entrance of the Labyrinth”
Richard Westall (1765 – 1836)
North Lincolnshire Museums Service 

Nós, seres humanos, somos seres de extremos - como a vida -, tão frágeis quanto potentes, ao mesmo tempo simples e absolutamente complexos. Quando nos sentimos potentes frente às situações que a vida nos impõe é mais fácil conseguirmos encontrar respostas simples para problemas complexos. O oposto também é verdade, quanto mais frágeis nos sentimos frente à uma circunstância, mais parece que estamos a andar perdidos num labirinto sem saída.
Sendo assim, é fácil compreender porque em momentos de potência, conseguimos vislumbrar a saída de um labirinto complexo, mas em momentos de fragilidade, muitas vezes, precisamos de ajuda. A principal função de profissionais da saúde e da educação comprometidos com o bem-estar de seus pacientes e alunos, é ajudá-los a encontrar a saída do labirinto.
Na vida humana existem muitos labirintos que podem se apresentar em forma de emoções não decifradas, dores inúmeras (num dente, nos músculos, na cabeça, no joelho ou até dor de amor), dificuldade para falar, para respirar, para se alimentar, se movimentar ou para organizar a vida. 
Para cada labirinto orgânico, funcional ou emocional há uma pessoa que pode nos ajudar. Mas só ajuda aquele que nos oferece o Fio de Ariadne, ou seja, o fio que nos guia para a saída do labirinto. Para isso é preciso parceria entre paciente/ aluno e profissional, é preciso diálogo, escuta amorosa, conhecimento técnico e científico. Há profissionais com muito conhecimento técnico e nenhuma escuta, muito foco científico, mas pouco foco no paciente.
Não é verdade que para ser um bom profissional no campo da saúde não se pode deixar envolver com o paciente/ aluno e sua história. Se não há envolvimento, não há comprometimento. Envolver-se potencializa e qualifica. O que não pode é deixar-se envolver de tal modo que isso desqualifique sua capacidade de decisão. Afeto e cognição não são opostos, mas complementares.
Desejo, quando trabalho na formação e qualificação de profissionais da saúde ou educação e também quando preciso de um destes profissionais como mãe, filha ou paciente, encontrar pessoas tecnicamente eficientes e amorosamente suficientes, que tenham mãos hábeis, raciocínio ágil e coração gentil.  Que tenham aptidão para escutar e avaliar a partir da pessoa que está a sua frente, com um corpo que manifesta, em seus sinais e sintomas, a ponta do fio que conduzirá à investigação que os levará labirinto a dentro. Que reconheçam quando não são capazes de encontrar a saída sozinhos e peçam ajuda. Que saibam ser equipe e não um coletivo de indivíduos, onde um fala e os outros calam. Que não errem, mas se errarem, que seja sempre a favor da vida. Que tenham humildade para reconhecer suas falhas. Mas, antes de tudo isso, que gostem de gente.
 

sábado, 1 de dezembro de 2018

EDUCAÇÃO & SAÚDE: CIRCUITO DE PALESTRAS SOBRE AUTISMO

Sigo pensando que, por mais acadêmica e clínica que seja a ciência que façamos, quando à realizamos com desejo e prazer, esta torna-se uma ludociência. Hoje tive a alegria de participar de um belíssimo encontro entre ludocientistas, ludoterapeutas, ludoeducadores, seres humanos sensíveis, que juntos buscam pensar um outro modo de estar no mundo, que permita acolher as diferenças a partir da compreensão do outro e do respeito pelas diferenças. O tema que nos uniu neste belíssimo Circuito de Palestras foi o Autismo, um encontro maravilhoso, cheio de gente bacana a partilhar saberes, fazeres e desejos de um mundo com mais conhecimento e sabedoria. O Instituto Formação articulou e realizou com muito cuidado este encontro, que foi grande e que plantou uma semente de desejo de mais saber. Faço aqui um breve registro desse encontro. 

Uma alegria estar entre estes homens sábios, num momento de partilha, ampliação de saberes e diferentes modos de olhar para o Autismo e o mundo a partir dele. Olhares e fazeres que se somam, complementam, fortalecem. Uma alegria participar dessa partilha!!
Partilhar conhecimento e bons afetos com pessoas queridas é sempre uma alegria!! Um contentamento só estar entre essas duas queridas, Olga Bohn Martins e Vanessa Coutinho, que um dia foram alunas, hoje colegas, amigas, acreditadoras da vida!! Que alegria reencontrá-las neste momento tão único!! Sigamos, meninas!!
Lindeza estar junto com gente querida, que acredita no conhecimento como possibilidade de inclusão, de mão estendida!! Alegria partilhar esse momento com minha irmã Verônica e suas amigas!!

“Transtorno do Espectro Autista: desafios na saúde e educação” foi o tema da fala do Dr. Carlo Schmidt, uma fala cheia de possibilidades e desafios reais, especialmente para o campo da pesquisa, uma pesquisa que possa ultrapassar barreiras e possa chegar ao espaço escolar, familiar e terapêutico de modo significativo.
“Neurodesenvolvimento, autismo e aprendizagem” foi a fala do Dr. Rudimar Riesgo, que apresentou as bases do neurodesenvolvimento e da neuroplasticidade para que pudéssemos conhecer de modo mais amplo os aspectos clínicos do TEA.


"Autismo: da Avaliação Diagnóstica à Abordagem Terapêutica", fala brilhante do Dr. Clay Brites, que ampliou muito o modo de pensar e realizar a avaliação de crianças com TEA, enfatizando a importância do diagnóstico precoce.
"A contribuição da genética para o TEA", fala incrível do Dr. Diogo Ventura Lovato, absolutamente atual, com saberes importantes que precisam circular, apresentando pesquisas genéticas super contemporâneas e com um olhar novo, de quem faz pesquisa com um prazer verdadeiramente lúdico e responsabilidade absolutamente científica e ética.
Respostas a questionamentos e bom debate sobre avaliação, pesquisa e abordagem terapêutica para pessoas com TEA, com esses quatro grandes pesquisadores Carlo Schmidt, Rudimar Riesgo, Diogo Ventura Lovato e Clay Brites.
"Estimulação Psicomotora no TEA: uma proposta interventiva". Luciana Brites trouxe uma fala dinâmica, repleta de conceitos fundamentais que amparam o entendimento do Desenvolvimento Neuropsicomotor da criança que sustentam possibilidades terapêuticas mais interessantes e potencialmente mais eficazes.
"Neuroplasticidade, memória e funções executivas nos processos de intervenção", fala encantadora da Raquel Ely, sobre conceitos fundamentais para pensarmos as terapêuticas para as crianças com TEA.


"Movimento e ludicidade como possibilidades de múltiplas aprendizagens para as pessoas com TEA", foi a minha fala neste belíssimo encontro de muitos olhares sobre o TEA.   Dizem que o alicerce do humano se constrói a partir de nossa história social, mas ele se fundamenta também a partir do movimento e necessariamente a partir de nosso corpo. António Damásio (2000) diz que “qualquer que seja a questão que possamos levantar sobre quem somos e por que somos como somos, uma coisa é certa: somos organismos vivos complexos [e] com um corpo”. Este corpo que brinca, convive e aprende nesses múltiplos fazeres e partilhas cotidianas, foi um pouco do que eu (Léla Mayer) busquei falar nestes minutos de partilha. Uma fala pautada na nas minhas muitas experiências, pesquisas e (con)vivências pessoal e profissional.


"As tecnologias na sala de aula para facilitar a interação do professor com o aluno com TEA" foi a fala (sempre) divertida, dinâmica e cheia de ideias do Max Haetinger.