domingo, 8 de outubro de 2017

OFICINA CUIDADOS E DELICADEZAS NA ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS ACONTECERÁ NA UNISC

A Oficina "Cuidados e delicadezas na arte de contar histórias" é uma oficina prática, com 7 horas de duração, ministrada por Léla Mayer, que visa promover a vivência da narração oral de distintos modos, bem como apresentar os cuidados necessários à narração de histórias em diferentes contextos, a fim de ofertar fundamentos básicos dos cuidados estéticos dessa prática a todos que desejam conhecer mais o universo narrativo, desde o narrar para uma só criança em casa, como para um grupo maior em sala de aula ou em espaços públicos. A oficina acontecerá do sábado, dia 21/10/2017, na UNISC.

sábado, 7 de outubro de 2017

HOJE O TIÃO FOI GRITAR LÁ NA GARATUJA MUNDO LÚDICO!!

É sempre muito bom contar histórias lá na Garatuja Mundo Lúdico! Somos parceiros porque acreditamos na infância, acreditamos que é possível puxar o freio de mão do cotidiano e que os adultos são capazes de sentar no chão para brincar e ouvir histórias junto com seus pequenos. Hoje foi uma tarde realmente muito especial, pela participação das crianças pequenas e das crianças grandes, que se permitiram e se divertiram tanto quanto as pequenas. Cantamos músicas que atravessam gerações, resgatamos o sentar juntos em roda para escutar histórias e cantar juntos. Foi mesmo muito especial!! Estou muito feliz e agradecida a cada pessoa amada que participou dessa roda de amor!! Gratitude!! 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

UM CRÉDITO À EDUCAÇÃO


No texto da última semana, quando escrevi sobre palestras e palestrantes, fui motivada por duas situações, inicialmente um anúncio na internet que perguntava “Quer aprender como construir um negócio de palestras começando do zero?”, a segunda foi o vídeo da palestra de um jovem muito talentoso, que aborda com bom humor a temática da criatividade, intitulada “Escolas matam a aprendizagem”.
Confesso que essa facilidade de dizer que a escola mata a aprendizagem, mata a criatividade, mata a vontade de aprender, me assusta. Porque quem fala isso geralmente não vive o cotidiano da escola, em especial da escola pública. Não basta ser doutor em educação, se você não conhece o cotidiano do professor no chão da sala de aula é melhor nem falar sobre isso.
A educação no Brasil tem muitos problemas, eu sei. Como não tê-los quando os professores são mal remunerados, isso quando são remunerados, porque no Rio Grande do Sul o salário do professor tem sido tratado como esmola. Quando os governos precarizam tudo que diz respeito à educação e à cultura, quando um Ministro da Educação abre espaço na sua agenda para ouvir o que um ator pornô, que confessou ter cometido estupro em rede nacional de televisão, pensa sobre educação.
Está tudo muito torto no Reino das Bananas e não vai ser uma Chiquita Bacana só que vai conseguir vencer o rei. Se a educação do Brasil tem problemas - e tem, os problemas são muito mais profundos do que se mostra em breves entrevistas ou palestras “empolgacionais”, que abordam o tema de modo superficial ou fragmentado.
Até parece que apenas no Brasil as crianças sentam-se enfileiradas, que dizem gostar mais da hora do recreio do que do tempo em sala de aula, que mentem quando vão mal em alguma disciplina. Não precisa ser um especialista em educação, não precisa realizar grandes viagens de estudo, basta assistir a qualquer filme que mostre uma sala de aula para saber que essa não é uma realidade apenas brasileira.
Infelizmente o Brasil tem uma dificuldade enorme para olhar para as suas boas práticas pedagógicas, estamos sempre a buscar boas experiências fora daqui. Experiências muitas vezes isoladas, ou num contexto tão distinto do nosso que é impossível colocar mais do que poucos princípios em prática na nossa realidade.
Penso que é preciso puxar o freio de mão, olhar para o lado, aprender com o cotidiano da sala de aula, valorizar profissional, afetiva e economicamente os professores, isso inclui dar condição para uma boa qualificação pedagógica permanente. Educação se faz com pessoas e com recursos, é claro, mas fundamentalmente com pessoas que acreditam em pessoas.  

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

QUEM QUER LEVAR A LUZIA PRA CASA?

Para celebrar o Dia das Crianças, a página Lelaludens vai sortear um livro muito fofo, "Luzia, a gatinha pretinha", da minha querida e talentosa amiga Eleonora Medeiros, que além de escrever, canta e conta lindamente a história. O livro acompanha o CD. Não é uma beleza?!
COMO PARTICIPAR DO SORTEIO:
1) Curta a página https://www.facebook.com/lelaludens/;
2) Curta e compartilhe a postagem em modo público diretamente da página https://www.facebook.com/lelaludens/ (não compartilhe do amigo que compartilhou);
3) Entre no blog e deixe seu nome registrado como comentário, abaixo da postagem e aproveite para conhecer o blog!;
4) Não esqueça de torcer!!
O resultado do sorteio será divulgado no blog no dia 12 de outubro!
Participe e convide seus amigos!!
Beijo amoroso!! 

domingo, 1 de outubro de 2017

A MENINA QUE DECORAVA TÚMULOS - UM LIVRO CHEIO DE AFETOS E HISTÓRIAS

Em 2015, durante a Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, um livro me chamou atenção pelo título e pela capa delicada. "A menina que decorava túmulos", de José Alberto Wenzel, é uma história belíssima, sensível e improvável. Daquelas histórias que a gente começa a ler e não para até terminar. O encontro de Vera e Violeta, suas histórias, o modo como suas vidas se entrelaçam e como elas valorizam o seu fazer, mesmo na sua quase invisibilidade, é tocante. A morte é um tema frágil, quase um tabu, mas José Alberto Wenzel constrói uma narrativa absolutamente leve e sensível. Este ano, durante a abertura da 30ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, eu encontrei o autor e não resisti, precisei lhe dar um forte abraço e dizer-lhe o quanto seu livro me encantou. Esses afetos literários nos recarregam, nos reabastecem, foi muito bom poder dizer-lhe do meu carinho pela sua história. Alguns dias depois, quando participei do Sarau "Literatura Daqui", tive o prazer de ler um trecho belíssimo da história, que me toca profundamente. Coração transbordando de alegria em poder agradecer e reconhecer o trabalho deste escritor que ainda conheço pouco, mas que se mostra tão sensível nos gestos quanto nas palavras. 
 
 
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

SOBRE PALESTRAS E PALESTRANTES

 
Faz um tempo que li na internet um anúncio com três perguntas que me inquietaram e seguem me desassossegando: (1) Já pensou em se tornar um palestrante? (2) Já pensou em viver de palestras? (3) Quer aprender como construir um negócio de palestras começando do zero?
Sempre pensei que antes de tornar-se um palestrante viriam os estudos, os aprendizados, as convivências e depois de muita experiência, aí então teríamos algo a partilhar, que poderia ser num encontro, numa roda de conversa, numa oficina, workshop ou numa palestra. Mas quando leio essas três perguntas fico com muito medo de um futuro não tão distante, cheio de pessoas falando, sem nenhum conhecimento de causa, sobre os mais variados temas. Ops, acho que esse futuro já chegou!!
Ano passado a equipe da Secretaria de Educação de um município me questionou se eu faria uma fala sobre cultura afro-brasileira ou educação indígena. Respondi que poderia fazer uma oficina sobre contos africanos e indígenas, já que sou contadora de histórias. Depois agradeci o convite e indiquei o nome de dois colegas que são estudiosos nessas temáticas. Seria fácil fazer uma pesquisa e falar sobre um desses temas, mas não tenho trajetória profissional com experiência suficiente para abordá-los com propriedade.
Penso que ser palestrante não é uma profissão, é consequência de um percurso de vida, com acúmulo de conhecimentos e experiências que podem ajudar a ampliar o conhecimento ou desacomodar outras pessoas, produzindo nelas inquietações que possam lhe conduzir a novas experiências capazes de ampliar sensações, percepções e conhecimentos.
Tenho visto muitas pessoas investindo no “mercado de palestras”, principalmente para a “formação de professores” ou de “seres humanos”. Isso me dá uma certa aflição. Chegamos ao ponto de alguém ter que nos ensinar e nos treinar para sermos humanos, como se isso fosse algo possível de ser aprendido na fala do outro e não nas vivências cotidianas.
E nesse mercado, se souber fazer graça no palco o cachê sobe. Será mesmo que as pessoas estão tão anestesiadas que se alguém subir num palco para falar sobre saúde, educação, política, relações de trabalho, ou outro tema relevante, o conteúdo do que é apresentado é tão menos importante do que a forma? É claro que uma palestra ou uma aula insossa dá sono na gente, mas não podemos tornar nossos espaços de reflexão num “stand up comedy”. 

MEDIAÇÃO DE LEITURA E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA SEMANA LITERÁRIA DA ESCOLA ALEXANDRINO DE ALENCAR

Hoje o dia estava chuvoso e fez brilhar mais minha alegria. Estou muito feliz por ter participado da Semana Literária da Escola Alexandrino de Alencar, em Passo do Sobrado, justamente no dia em que a escola celebra seus 80 anos. Contei "Tudo por um pacote de amendoim", da minha amiga Gladis Barcellos e brinquei com as poesias do meu querido amigo Dilan Camargo, para os pequenos  do Ensino Fundamental . Para os alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, apresentei bons argumentos para que desejassem ler mais, através de vídeos, narração oral e da prosa poética de Mario Quintana, Manoel de Barros e Eduardo Galeano. Amei cada momento!! Amei mais ainda a participação das crianças e adolescentes em cada atividade!! Gratitude!! 
Mediação de leitura com os alunos dos
Anos Finais do Ensino Fundamental 
 
 
 
Narração de Histórias para os alunos dos
Anos Iniciais do Ensino Fundamental 
 
 
Mediação de leitura com os alunos 
do Ensino Médio