quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CADA UM COM SEU CADA QUAL

Sou uma pessoa que adora música. Durante a infância vivi cercada por LPs. Não herdei do meu pai seu ouvido musical, mas ele insistia em me mostrar os pequenos detalhes que percebia nas músicas que ouvia. O que para mim era quase imperceptível, aos seus ouvidos eram detalhes importantes. Talvez ali tenha começado a dar valor a essas sutilezas. 
Na adolescência foram muitos conflitos geracionais (que bom, isso é necessário para os adolescentes que são seres em construção), eu criando a minha identidade musical cercada pelas identidades do meu pai, do meu tio, das amigas da mesma idade e dos amigos mais velhos. Nessa miscelânea, aprendi a gostar de tudo um pouco. O que decidi lá pelas tantas, já mais perto do final da adolescência, é que não queria ficar parada no tempo. A internet facilitou muito isso. 
Adoro descobrir novas sonoridades, poucas coisas eu não aprecio, mas tem tanta coisa boa por aí que não preciso gostar de tudo. Não gosto de funk, não gosto de sertanejo universitário (que virou uma mistura de sertanejo + funk + música romântica), não gosto de música Gospel e também não morro de amores pela Bossa Nova, embora goste muito mais da música brasileira do que da estrangeira. Pronto falei!! 
Para quem, como eu, passa muito tempo com o youtube aberto sabe que uma música puxa outra e assim eu vou descobrindo preciosidades, sem fazer grande esforço. Por sorte o youtube faz conexões por afinidade e assim, aqueles estilos musicais a que não me conecto, também não me aparecem. Por conta disso e por não assistir programas de auditório, corro o risco de ficar por fora de alguns modismos. Pra mim isso não era um problema até essa semana (continuará não sendo).
Na segunda-feira descobri, através das redes sociais, que a música K.O, de Pabllo Vittar, havia ganhado troféu de melhor música do ano no Programa do Faustão. Ingenuamente escrevi no Facebook que não conhecia Pabllo Vittar. Pronto, imediatamente começou uma enxurrada de comentários de todos os tipos. Alguns solidários, que como eu também não a conheciam. Outros que criticavam a vitória da Vittar pelas mais variadas razões. – Só para resgatar, eu não havia postado minha percepção sobre a arte ou a artista, apenas o fato de não conhecê-la –. Mas o que me pegou de surpresa  foram comentários  do tipo:  ‘a gente tem que ficar ligado para evitar preconceitos geracionais e entraves da nostalgia', ou então que manifestavam a vitória da Pabllo como uma conquista para a comunidade LGBT.
Fico muito assustada quando as estações se misturam dessa forma. O troféu era para a música, para a performance, para a artista ou para a causa que ela defende? Se a premiação era para a melhor música do ano, esse deveria ser o único critério a ser avaliado. Talvez fosse mais adequado se o troféu fosse para o artista mais popular do ano, ou artista revelação.
Sou responsável pelo que escrevo e não pelo que os outros entendem do que escrevi, porque não tenho a menor ideia do que circula na cabeça de cada pessoa que lê uma opinião minha, não tenho como imaginar os conceitos e preconceitos de cada um e a partir de que conexões farão a leitura. 
A experiência dessa semana foi um aprendizado incrível para saber que a imparcialidade é não apenas uma utopia, mas que o exercício para aproximar-se dela fica cada vez mais difícil quando as pessoas se abastecem de seus princípios como se fossem munição para ir à guerra. O diálogo é impossível quando não há escuta generosa. Descobri essa semana que não basta estar atualizada, é preciso estar atualizada com o que a grande massa deseja, caso contrário você se torna um dinossauro. 
Aprendi nessa semana também (isso eu já sabia) que prêmios podem dar visibilidade, mas não são atestado de competência. E que competência nem sempre tem relação com o sucesso. Mas aprendi, sobretudo, que ainda estamos muito despreparados para separar os discursos, seja para fazer uma crítica ou uma avaliação. Não sei o que foi julgado, mas tenho certeza – agora que já sei quem é a Pabllo Vittar, que K.O. não é a melhor música do ano. Agora sim eu dei a minha opinião. Simples assim!! 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

CONTANDO HISTÓRIAS NA 41ª FEIRA DO LIVRO DE URUGUAIANA

Participar da 41ª Feira do Livro de Uruguaiana foi mesmo especial, um dia lindo, cheio de gente bacana e olhinhos brilhantes, crianças e jovens super animados, participando das histórias. E o carinho, as amizades, o cuidado... Amei participar e fiquei cheinha de vontade de voltar!! 
Pela manhã foi a vez de narrar "Tudo por um pacote de amendoim", da querida amiga Gladis Barcellos e descobrir que  em Uruguaiana "cri cri" se chama "carapinha" e que a vassoura, que fica atrás da porta da cozinha da casa do João e do Juarez, é mesmo uma vassoura abusada.
Brincar com "Tudo por um pacote de amendoim" é sempre uma delícia!! 
À tarde foi a vez do Tião gritar e divertir a gurizadinha. Cantamos, dançamos e nos divertimos para brincar com a história "Não grita, Tião!!" (Léla Mayer, Edunisc) 
Uma delícia apresentar essa história e ver o quanto as crianças
gostam desse meu filhote chamado Tião!!  
A gente conta, canta, brinca e se diverte!! 
Contar histórias é sempre um momento de partilha!! 
Tão bom essa partilha de tempo, esse desejo de estar junto!! 
 À tarde também teve história para os adolescentes, para eles escolhi "Uma questão de interpretação", história narrada a partir da versão de Rosane Pamplona, recontada no livro "O homem que contava histórias" (Ed. Brinque-Book)
Adoro essa história divertida que fala sobre a importância
da comunicação clara entre as pessoas!!
 
A descoberta do dia!! 

domingo, 12 de novembro de 2017

CONVERSANDO SOBRE LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO NO ALEGRETE

Mais uma vez a Fundação Ecarta me dá esse presente de grande responsabilidade, encerrar o ciclo anual do Projeto Conversa de Professor. Muita responsabilidade, coração transbordando de alegria em compartilhar experiência e afetos com os professores do município de Alegrete (RS).















domingo, 22 de outubro de 2017

DIVERSÃO E ALEGRIA PARA CELEBRAR O DIA DAS CRIANÇAS

Foi uma alegria só participar do evento Diversão e Alegria, a convite da Gazeta Grupo de Comunicações. O evento, em alusão ao Dia das Crianças e promovido pela Gazeta Grupo de Comunicações, aconteceu na Praça da Bandeira, em Santa Cruz do Sul. O domingo estava lindo e ensolarado. Foi uma delícia contar várias histórias e também ler poesias para os pequenos e seus familiares que iam se chegando. Alegria maior foi ouvir um “conta mais uma”, num espaço com tantas atrações, tantas brincadeiras. Grata à equipe do Grupo Gazeta!!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 21 de outubro de 2017

OFICINA CUIDADOS E DELICADEZAS NA ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

Hoje foi dia de oficinar na Oficina "Cuidados e delicadezas na arte de contar histórias", na UNISC, em Santa Cruz do Sul. Na rua a chuva caia, dentro da sala, dentro de nós, a emoção transbordava. Uma alegria imensa ter passado esse dia chuvoso num terreno tão fértil como desses 12 coraçõezinhos. Meninas cheias de ideias, cheias de vontade, de paixão, de desejo de partilhar. Uma delícia compartilhar ideias, gestos, palavras e sentimentos em forma de histórias contadas, cantadas, brincadas e dançadas. 
 
 
 
 
Era uma vez um lenço que virou um guarda chuva
Era uma vez um lenço que virou um pincel
 
Era uma vez um lenço que virou uma bola
 
Era uma vez um lenço que virou uma luva de box 
 
Era uma vez um lenço que virou uma bicicleta 
 
Era uma vez um lenço que virou o cabelo da Rapunzel 
 Era uma vez um lenço que virou uma vassoura de bruxa
 
Era uma vez um lenço que virou um nariz de palhaça
 
Era uma vez um lenço que virou uma capa de super herói 
 
Era uma vez um lenço que virou uma corda de pular 
 
Era uma vez um lenço que virou uma tipoia