terça-feira, 30 de junho de 2009

ANTIGAS CONTAÇÕES E PALHAÇADAS

A cerca de um mês participei de uma conversa com os alunos do Mestrado em Educação da UNISC sobre minha visita à Escola da Ponte. Como no meu diploma de graduação está escrito fisioterapeuta, há sempre uma curiosidade das pessoas sobre estes outros percursos pessoais, profissionais e acadêmicos. Afinal, o que uma fisioterapeuta fazia lá pela Escola da Ponte e antes disso, pelas Escolas de Infância de Reggio Emília?

Para minha alegria, uma querida amiga, que hoje é professora daquele Programa de Mestrado, disse ao grupo: "Conheci esta moça sendo uma palhacinha!!". Quando ela disse isso eu apenas sorri... Mas fiquei super feliz por ela ter sinalizado uma questão importante para mim e para suas alunas... que nosso diploma universitário não deve nos engessar. Ele diz apenas parte do todo que somos, mas não precisa, necessariamente, nos definir por inteiro, ou limitar nossa curiosidade e nossas experiências. É verdade, eu já era uma palhacinha contadora de histórias fazia um bocado de tempo...


Naqueles tempos, lá por 2001, eu participava como voluntária de um Projeto de Extensão Universitária que se chamava Profissionais da Alegria. Eu e mais algumas pessoinhas muito animadas, de diferentes formações ou em diferentes formações acadêmicas, assim... com pouca experiência, mas cheios de boa vontade, levávamos um pouquinho de alegria às crianças internadas em um hospital aqui de Santa cruz do Sul. Daqueles dias ficaram as saudades dos sorrisos encantados das crianças, de suas mães, da equipe de enfermagem e dos colegas de palhaçadas, que hoje não sei por onde andam... Mas ficaram também as lembranças e algumas certezas, uma delas: Sorrir contagia e faz bem à saúde!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

AO PÉ DO OUVIDO



Nos dias 9 e 10 de julho acontece na cidade de Cachoeirinha (RS), o Seminário de Contadores de Histórias Ao Pé do Ouvido. O seminário visa contribuir para a formação e qualificação de contadores de histórias e também, difundir a tradição oral, através de oficinas de capacitação, debates, palestras, painéis e uma maratona de contação de histórias. A idéia é promover a reflexão sobre o texto escrito e sua transposição para a linguagem oral, ampliando as possibilidades de interlocução entre as partes envolvidas. Eu vou estar lá, aprendendo, compartilhando e contando histórias!!


Mais informações no Blog: http://historiasaopedoouvido.blogspot.com/

OS DIREITOS INALIENÁVEIS DO LEITOR

Os direitos inalienáveis do leitor



Neste ano tive o prazer de passar cinco dias convivendo com as crianças, os professores e os funcionários da Escola da Ponte, em Portugal. Certo dia, circulando pela Escola, eu descobri um cartazinho que me deixou muito animada. Ele falava sobre “os direitos inalienáveis do leitor”.
O oitavo direito fala sobre o direito de saltar de livro em livro. Quando o li, me senti redimida da culpa de ler dez livros ao mesmo tempo e levar um tempo sem fim para acabar de ler alguns deles. Mas é que minha mente funciona assim... Precisa de muitas histórias perambulando por lá ao mesmo tempo. Fazer o que?!
Mas felizmente, agora sei que tenho o direito de ler desse modo e por isso vou compartilhar estes direitos com os leitores que gostam de ler de todos os jeitos e maneiras. Deixo aqui registrados os nossos direitos.
OS DIREITOS INALIENÁVEIS DO LEITOR

1. O direito de não ler
2. O direito de saltar páginas
3. O direito de não acabar um livro
4. O direito de reler
5. O direito de ler não importa o quê
6. O direito de amar os heróis dos romances
7. O direito de ler não importa onde
8. O direito de saltar de livro em livro
9. O direito de ler em voz alta
10. O direito de não falar do que se leu

quinta-feira, 18 de junho de 2009

FEIRA DO LIVRO DE SANTA CRUZ DO SUL (RS)



Este ano a Feira do Livro de Santa Cruz do Sul (RS) aconteceu no outono previsto no calendário. Mas se a Feira chegou mais cedo, o frio também. E que frio!! Foi tanto o frio, que numa das histórias contadas, até o príncipe da Branca de Neve ficou gripado ao passar lá pela praça Getúlio Vargas. Mas como as boas histórias aquecem a alma, o público compareceu e pudemos contar muitas histórias bacanas para a criançada de todas as idades e tamanhos.




Além da criançada, recebemos também muitas visitas de outras cidades. Entre contadores e escritores, estava o nosso encantador patrono deste ano, o Charles Kiefer.


A Feira deixou saudades, muitas saudades. Dava um aperto no peito de passar pela praça na semana seguinte e ver a equipe desmontando os espaços. Mas a vida é assim, como as histórias infantis... Entrou por uma porta, saiu pela outra. E quem quiser, que conte outra.
Ano que vem contaremos outras,
muitas outras histórias!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

LÉLA LÚDICA

Era uma vez uma menina que queria ser gente grande para aprender muitas coisas. Quando cresceu aprendeu, entre outras coisas, como é que a gente aprende as coisas. E descobriu também que o melhor jeito de aprender era brincando. A menina, que agora era grande, queria voltar a ser pequena pra aprender melhor todas as coisas, porque quando era pequena brincava melhor. Naquele tempo, no mundo onde vivia a menina, ainda não haviam inventado máquinas do tempo de verdade. Estas máquinas só existiam no Mundo da Imaginação, por isso a menina resolveu ir até lá. E quando foi ... descobriu tantas histórias e aventuras que resolveu viver por lá. Mas para que ninguém sentisse sua falta no mundo real, aquele das pessoas que acham que pensar é algo que se faz apenas com a cabeça, resolveu se disfarçar de outras personagens, enquanto vivia inventando seu mundo. Mas a menina achava que depois de tantas descobertas, deveria dividir com outras pessoas as suas aventuras, tanto as lúdicas quanto as científicas (ou seriam ludicocientíficas??). A menina, que sabia que viajar pelo tempo era mais difícil para os que já eram muito adultos de coração, sabia também que viajar por outros espaços era possível até mesmo para estas pessoas. E foi assim que resolveu sair por aí, viajando virtualmente, buscando meninos e meninas de todas as idades que, como ela, acreditassem na existência destes muitos mundos e nos encantamentos que eles são capazes de nos permitir, através de histórias contadas, que podem ser escritas, narradas, cantadas, ou apenas pensadas. Mas que não devem jamais deixar de ser inventadas e reinventadas.