sexta-feira, 28 de setembro de 2018
sábado, 22 de setembro de 2018
UM POEMA EM CADA ÁRVORE 2018 - SANTA CRUZ DO SUL
Hoje
pela manhã, a convite da amiga Fabiana Piccinin, eu, a Fabi e a querida Cláudia
Vogt, nos encontramos para distribuir poemas de poetas locais em três praças de
Santa Cruz do Sul (RS). O dia estava lindo e nós nos divertimos semeando amor
em forma de poesia. Essa ação fez parte da mobilização nacional "um
poema em cada árvore", que é uma iniciativa de incentivo à leitura que
utiliza as árvores como forma de convidar as pessoas ao mundo da leitura, pendurando
poemas de poetas contemporâneos nas praças das cidades das regiões
participantes. O projeto que começou em Governador Valadares (MG), em 2010,
atualmente engloba 140 cidades das 5 regiões do país. Idealizada pelo poeta
Marcelo Rocha e realizada pelo “Instituto Psia, a iniciativa possui uma
característica pioneira e de fácil replicação que se propõe à construção de
novos espaços de fruição poética, ampliação do acesso da população à poesia e
divulgação do trabalho de poetas contemporâneos para novos públicos”. Vida
longa aos poemas que florescem a cada primavera!!
Saiba mais em:
http://www.institutopsia.org/p/um-poema-em-cada-arvore.htm
Bonito ver essa união entre pessoas, natureza e poesia
É tão lindo ver poema dar em árvore
Nós, as semeadoras de poemas
Eu, Cláudia e Fabiana
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
NUBE BRANCA VIAJA AO BRASIL
Hoje eu recebi um presente amoroso e cheio
de significado pra mim. Como sabem, sou apaixonada pela região da Galícia
(Espanha), seu povo, sua língua e seu folclore. A Galícia é a terra de meu
bisavô e um lugar que me encanta. Em julho deste ano, a Libraría Escolma (que
fica lá do outro lado do oceano, em Carballiño, na Galícia) promoveu um sorteio
no Facebook e eu ousei participar.
Eram dias difíceis aqueles, estávamos com o
Arthur internado a mais de um mês no hospital e para alegrar meu coração recebi
uma mensagem da querida Marta Alberte, dizendo:
“Non che tocou o libro no sorteo, os gañadores foron outros pero queremos
facerche chegar un libro infantil escrito por un mestre do Carballiño para que
lle leas ao teu filho ou a outras crianças, se gostares”.
Receber uma mensagem em galego já me é um
regalo e tanto. Fiquei tão feliz com a possibilidade de ter em minhas mãos uma
história escrita nessa língua que amo!! Hoje recebi pelo correio “Nube Branca”,
a história de uma indiazinha que queria ser astronauta e que conta com a ajuda
de seus três amigos, um elefante, uma tartaruga e um camaleão, para tentar
viajar pelo espaço. Antes do Tutuks partir para morar com o
Pequeno Príncipe no Asteróide B612, combinamos que eu continuaria a contar
histórias para ele. Então, o desejo de Marta, de que eu contasse a história de “Nube
Branca” para meu pequeno, foi acolhido.

Não tenho palavras para agradecer à Marta e à
Libraría Escolma por esse carinho. Meu coração está muito feliz!! Tenham certeza
que a história de Nube Branca será narrada para muitos pequenos aqui na Terra Brasilis!! Gratitude!!
Marcadores:
GALÍCIA; LIBRARÍA ESCOLA; NUBE BRANCA;
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
O MENINO E O PRÍNCIPE
Há momentos que a gente quer dizer muito, mas
só faz transbordar. Venho aprendendo a permitir e respeitar meus
transbordamentos e aos pouquinhos vou elaborando, querendo escrever de novo,
para dar continuidade a essa história que decidiu trilhar novos caminhos. Que
bom que nosso amigo Pequeno Príncipe nos ensinou sobre os mistérios da vida,
sobre o que realmente é importante e que ao contemplar uma ou todas as estrelas
podemos encontrar lembranças que nos ajudam a preencher os buraquinhos da
saudade.
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
SEMANA DE UMA PÁTRIA QUE NÃO ESPIA PARA DENTRO DE SI
Esta semana da Pátria não está
sendo fácil, pouco temos a celebrar. Iniciamos a semana com o incêndio do Museu
Nacional. Depois a agressão física a um político que, ainda que sem escrúpulo algum,
ainda que seja um grande incentivador da violência, só faz mobilizar em nós o
pior. Para finalizar, mais uma caça às bruxas à literatura infantil. Há muito,
muito mesmo o que pensar, o que refletir, o que escrever. Ainda não achei tempo
para escrever do jeito que me agrada, com muita reflexão, mas acharei em breve.
Por enquanto, partilho as palavras da Contadora de Histórias Nyedja Gennari.
Palavras aliás, que foram retiradas das redes sociais por uma série de
denúncias de gente que, sem condições de dialogar, não se coloca na conversa,
apenas tenta calar a boca de quem promove o bom debate.
“Eu preciso manifestar aqui
minha opinião sobre a polêmica gerada em torno do livro "O menino que espiava
para dentro”, da consagrada mundialmente, escritora brasileira Ana Maria
Machado, a qual, confesso, sou fã.
Eu possuo um exemplar da
primeira edição que foi lançado em 1983. Nem sei mensurar quantas vezes eu li e
contei essa história ao longo dessa vida e principalmente nesses 25 anos de
profissão. Minhas filhas leram, releram inúmeras vezes também. Sempre remetemos
o livro a sonhos e imaginação, algo tão importante ao desenvolvimento cognitivo
das crianças e necessário como um resgate na vida adulta. Jamais fizemos ou
presenciamos, alguém que fizesse de tão bela história uma apologia ao suicídio.
Temos que entender que um livro não mata, uma música não mata, um pé na bunda
não mata, uma nota baixa não mata. O que mata é uma sociedade pouco acolhedora,
intolerante, cheia de padrõezinhos e hipocritamente moralista.
Não precisa uma árvore de
problemas para perceber que estamos, de novo, focando no máximo em uma situação
problema, e não no problema. Para quem não leu o livro e está replicando o “ai
meu Deus", o menino ensina a como se matar engasgando com uma maçã”, essa
parte do livro (que é 1/20 do resto) faz uma apologia aos clássicos Branca de
Neve e Bela Adormecida... Nunca ouvi alguém querer proibir esses clássicos de
circularem, embora eles também atribuam uma dimensão encantada à vida da
criança (ver Bettelheim, 1980). Também nunca vi criança fugindo de casa para
viver aventuras porque leu “A Ilha perdida” (amamos esse também). Espia para
dentro em diversas situações, e na polêmica da maçã, ele imagina “engasgar com
a maçã para ser despertado por um beijo”, o que acontece quando sua mãe o
desperta para ir à aula depois de uma noite cheia de sonhos, e lhe dá de
presente um cachorrinho, que substitui seu amigo imaginário nas suas fantasias.
Só isso. Só isso mesmo.
Sei que queremos proteger ao máximo o que nos é mais importante: nossos filhos. Mas acho que estamos em uma paranoia coletiva de superproteção em que professores, livros, colegas, o mundo todo é ameaçador e culpado de qualquer sofrimento que nossos filhos possam vir a ter. Nessa vibe, deixamos de ensiná-los que são os responsáveis pela própria felicidade, por falar não para desafios, por valorizar a vida própria e dos outros são eles próprios os responsáveis por si nessas situações, nos cabe apenas orientar, ensinar.
O foco do problema deve ser na psiquê das crianças, porque interpretações de texto, música sofrência, pé na bunda, notas baixas, pênalti batido errado, amigos zoando... Isso faz parte da vida delas. Eu sou totalmente contrária a essa higienização literária, e acho que é mais uma ação no sentido de lermos cada vez menos, refletirmos e questionarmos o mínimo possível, pra galera do "aí meu Deus" fazer o que bem entender” (Nyedja Gennari).
Sei que queremos proteger ao máximo o que nos é mais importante: nossos filhos. Mas acho que estamos em uma paranoia coletiva de superproteção em que professores, livros, colegas, o mundo todo é ameaçador e culpado de qualquer sofrimento que nossos filhos possam vir a ter. Nessa vibe, deixamos de ensiná-los que são os responsáveis pela própria felicidade, por falar não para desafios, por valorizar a vida própria e dos outros são eles próprios os responsáveis por si nessas situações, nos cabe apenas orientar, ensinar.
O foco do problema deve ser na psiquê das crianças, porque interpretações de texto, música sofrência, pé na bunda, notas baixas, pênalti batido errado, amigos zoando... Isso faz parte da vida delas. Eu sou totalmente contrária a essa higienização literária, e acho que é mais uma ação no sentido de lermos cada vez menos, refletirmos e questionarmos o mínimo possível, pra galera do "aí meu Deus" fazer o que bem entender” (Nyedja Gennari).
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
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