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sábado, 28 de julho de 2012

MÚSICA POPULAR GAÚCHA: 30 ANOS - UMA RAIZ QUE DEU FRUTOS (II)

Estou revivendo pela TVCOM um momento ímpar que tive o privilégio de viver intensamente. Estou vendo pela TVCOM o show 30 anos de Música Popular Gaúcha (MPG), que aconteceu no dia 10 de julho, no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre.
O show “Música Popular Gaúcha: 30 anos”, mais uma vez teve à frente o produtor “super figura” Ayrton ‘Patineti’ dos Anjos, que ousou reunir novamente artistas que em setembro de 1982 tiveram a ousadia de encarar uma semana de shows no famoso Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.  Naquele ano, os músicos convidados Carlinhos Hartlieb (também co-produtor), Jerônimo Jardim, Bebeto Alves, Nelson Coelho de Castro, Geraldo Flach, Raul Ellwanger, Mauro Kwitko, Pery Souza, Galileu Arruda e Berenice Azambuja viveram cinco noites inesquecíveis no palco do Teatro João Caetano, sucesso que depois foi repetido em Porto Alegre, Santa Maria e Tramandaí.
Estes artistas marcaram profundamente toda uma geração. Para mim são referências ímpares, como bem já descrevi em outra postagem (“Toda história pessoal tem um começo e muitas inspirações”, postada em 2 de fevereiro de 2012). Tenho um carinho profundo e uma gratidão indizível por estes meus “musos” inspiradores. 
Mas este show de 30 anos foi muito especial. Ele foi, aos meus olhos e sentimentos, uma BENÇÃO. Muitos músicos da “nova geração” da MPG foram convidados a participar, entre eles: Marcelo Delacroix, Adriana Deffenti, a banda Cidade Baixa, Marcelo Fruet e Os Cozinheiros e Chico Saratt. Coloquei nova geração entre aspas porque na verdade já são músicos com um percurso bacana na cena musical, não estão exatamente surgindo.  Como se diz aqui no RS, “tem bala na agulha”.
Alguns eu já havia ouvido falar, outros não. O que na verdade eu ainda não havia me permitido era escutá-los cantando. Por quê?! Não sei exatamente, mas me ocorreu no retorno do show para casa que talvez eu me sentisse traindo os “musos” da adolescência. Neste sentido é que o show foi uma benção, como se meus “musos” dissessem: - Vai lá, Léla, tem muita gente boa aí e tu podes escutar, tu podes gostar deles também!! Fiquei muito feliz com essa benção!! Salve a MPG!!
Valeu Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Raul Ellwanger, Mauro Kwitko, Gelson Oliveira, Zé Caradípia, Pery Souza, Nando Gross, Hermes Aquino, Berenice Azambuja, Mônica Tomasi e Pedro Figueiredo!! Valeu Marcelo Delacroix, Adriana Deffenti, Cidade Baixa (Andreia Cavalheiro, Ana Krüger, Caetano Silveira, Alex Alano e Fausto Prado), Marcelo Fruet e Os Cozinheiros e Chico Saratt!! Valeu Ayrton “Patineti” dos Anjos!! Que venham mais 30, 60, 90, infinitos anos de MPG!!
"Felicidade foi-se embora ..."
Com meu muso maior Nelson Coelho de Castro
Com a talentosíssima miguxa Monica Tomasi
Com o fofíssimo e indizível Raul Ellwanger
Com o "diamante" Zé Caradípia
E em todas as fotos, com a miguxa, comadre e parceira de alegrias poéticas, Giovana Staub.
Salve a Música Popular Gaúcha!!! Salve a Música Popular Brasileira!!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

TODA HISTÓRIA PESSOAL TEM UM COMEÇO E MUITAS INSPIRAÇÕES ...


Era uma vez uma menina que nasceu e cresceu numa "cidade-quase-ilha", pois para chegar até à capital, a menina precisava atravessar de balsa um dos rios que cercavam a cidade. E a menina adorava inventar brincadeiras e histórias com seus amigos reais e imaginários na sua "cidade-quase-ilha". A garotinha foi crescendo e em seus pensamentos começou a sonhar com um mundo quase distante (sim, porque a capital não era tão longe, mas havia um rio sem uma ponte, lembra?). Na sua casa, lá na quase ilha, ela ficava sabendo de muitas coisas que aconteciam naquele mundo quase distante através de uma televisão pequenininha e amarela. 
Através daquela televisãozinha ela descobriu pessoas encantadas que habitavam aquele outro mundo. Quando adolescente a menina adorava assistir a um programa com muito bate papo cultural, chamado “Pra começo de conversa”. Hoje existem muitos programas de opinião, mas naquela época – lá pelos anos 80 – isso não era assim tão comum. Pelas almofadas e banquinhos daquele programa passava muita gente bacana que inspiravam a menina - e que até hoje a inspiram. 

Mesmo distante de cinemas e teatros, a menina assistia pela tela da televisãozinha aos programas da TVE RS e encantava-se com aquela gente bacana mostrando o seu trabalho. Naqueles momentos a menina sabia que um dia sairia da sua quase ilha para percorrer outros caminhos. 
Quando cresceu, a menina atravessou o rio e descobriu muitos mundos. Mundos que ela ainda não parou de explorar e de inventar personagens para viver e aprender. Mas cada um desses personagens é pleno de gratidão pelas pessoas que tanto a inspiraram naqueles tempos de infância. Somos seres carregados de marcas que vão sendo inscritas nos nossos corpos desde quando somos gerados. 
Se a garotinha aprendeu a amar as artes e desejar profundamente fazer parte daquele universo. E se ela tornou-se uma pessoa tão cheia de inspirações e inquietações profissionais, uma profissional que não se basta “apenas” professora, "apenas" fisioterapeuta, “apenas” contadora de histórias, “apenas” educadora, “apenas” pesquisadora - e sabe-se Deus quantos apenas ainda estão por vir -, muito é em razão destes seres encantados que a fizeram (e ainda a fazem) acreditar que um outro mundo é possível para além das margens daqueles dois rios e para além dos seus sonhos. 
Do fundo do seu coração habitado de boas lembranças, a menina é hoje imensamente grata aos seus inspiradores, entre eles: Eduardo Bueno, Shala Felippi, Marcia do Canto, Julio Conte, Marcos Breda, Lucia Serpa (e todo o elenco da peça "Bailei na Curva". São personagens fundamentais dessa história também: Nelson Coelho   de Castro (poeta cantante querido, inspirador, amado amigo), Bebeto Alves, Totonho Villeroy e Nei Lisboa. Vocês foram e são marcos históricos, bases fundamentais dessa história que a menina segue construindo e que agora vai apresentando aos seus filhotes, aos seus amigos, aos seus alunos. Não há obrigados suficientes para expressar o tamanho da minha gratidão. Grata! Grata! Grata!!