Esse
foi um ano que vi e ouvi muita gente ruminando mágoas do passado. É incrível
ver como é difícil para muitas pessoas superar e seguir em frente, sem arrastar
consigo um rancor que só fará mal para elas mesmas. Dica para o ano novo, gurizada:
Desapega do que te faz mal!! Olho no retrovisor é prudência, mas é pra frente
que se anda!!
sábado, 31 de dezembro de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
O ANO DO DESGOVERNO CHEGA AO FIM

O
ano vai acabando e fica um sentimento muito difícil de definir dentro do peito.
Sou grata a 2016, sobretudo pela saúde da minha família, que apesar das
lesões ósseas e ligamentares, das crises convulsivas, infecções controláveis e
do Alzheimer, tudo ficou dentro do limite do aceitável. Todos encerramos o ano
bem, com saúde e emprego. Conheci novos amigos e cuidei (na medida do que pude)
dos que tinha. Contei muitas histórias, publiquei um conto inédito, viajei,
trabalhei muito em tudo que amo fazer - e isso, sem dúvida, é uma bênção. Mas
quando levanto um pouquinho os olhos e vejo o vivido neste ano, me dou conta do
tanto pior que nos tornamos, nós humanos (humanos?). E tudo por vontade
própria, por intensão. Não por vontade de tornar-se melhor, mas de ver o outro
pior; não por vontade de ter mais, mas de ver o outro ter menos. Não por desejo
de justiça, mas por desejo de ver o desmonte da justiça. Ano em que a corrupção
tomou conta escancarada em todas as instâncias e dimensões. Queríamos que a
corrupção aparecesse, que não fosse mais jogada para baixo do tapete, mas ao
contrário disso, a corrupção vai sendo legalizada sob o aplauso dos que se
acham superiores, se pensam acima do bem e do mau. A quem recorrer, aos homens
e mulheres da justiça?! Não, pois eles também entraram no esquema!! A
democracia está em farrapos, a economia vai sendo destroçada pelos nossos
(des)governantes e os únicos que sofrem as consequências são os que menos tem,
os trabalhadores assalariados, os funcionários públicos. Porque os poderosos,
esses continuarão a se aposentar precocemente com suas regalias, esses
continuarão a receber seus auxílios moradia, escola, alimentação, viagem e
terno, além de seus altíssimos e vergonhosos salários. O cenário não é melhor
para quase todo o lado que se olhe, notícias regionais, nacionais e mundiais
sinalizam o caos, o desrespeito pelo humano, a falta de solidariedade, a
violência generalizada, manifestada das palavras aos gestos. Estamos piores e
nossos (des)governantes levantam suas bandeiras atacando a educação e a
cultura, desmantelando o estado que sustenta ainda uma mínima (mas muito
mínima) assistência à saúde, educação e segurança. E o fazem com o aval da
população que, cega, não se percebe atingida e quando perceber, será tarde
demais (já é tarde demais). Não sei o que pensar, não sei o que fazer, não identifico
esse sentimento que trago preso no peito e na garganta, mas desejo ardentemente
não perder a fé e a esperança - e também a força para lutar por elas. Que venha
2017!!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
CONSELHO TUTELAR E UNIDADE BÁSICA - PERSONAGENS QUE PODEM ENCANTAR, SE VOCÊ DEIXAR
Férias
da babá eu fico mais quietinha, em casa, cuidando das crianças, lendo
histórias, jogando baralho, moinho, fazendo comidinhas especiais e, aos poucos,
vou vendo aquelas séries que fui gravando ao longo do ano e não tive tempo para
ver. Entre as séries que gravei estão duas que tenho gostado muito,
"Unidade Básica" e "Conselho Tutelar". Quando falei isso no
Facebook o primeiro comentário postado foi falando que "Unidade
Básica" é uma série médico centrada, como se não o fossem Dr. House,
Chicago Med, E.R, entre outras. Mas Unidade Básica, diferente das séries norte
americanas, não é hospitalocêntrica, oferece uma perspectiva nova. Conheço a
realidade desses profissionais e sei que na vida real a coisa não é bem assim.
Que bom que houvesse mais profissionais como são os fictícios Dr. Paulo e o
conselheiro Sereno. Mas bem, se os norte americanos podem idealizar sua
realidade com a policial Olivia Benson, o comandante Walllace Boden, o Dr.
House, o CSI Gil Grisson, o perfilador Dr. Spencer Reid, entre outros, porque é
mesmo que nós não podemos ter o Dr. Paulo e o conselheiro Sereno? É claro que
não podemos perder de vista que não são séries documentais, são personagens
ficcionais, mas que inspiram o desejo de uma realidade mais digna para nós e
para eles (os personagens da vida real).
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
MAIS UMA LINDA NOITE NO MOSTEIRO
Já perdi as contas, mas faz ao menos cinco anos que
eu celebro o Dia dos Santos Inocentes com as minhas queridas amigas Monjas do
Mosteiro da Santíssima Trindade (Irmã Isabel, Madre Paula, Irmã Marta, Irmã
Andreia, Madre Roberta, Irmã Michele e Irmã Maria de Lourdes). De verdade, essa
é uma das noites mais divertidas do meu ano, compromisso certo na minha agenda.
Oramos, jantamos, conversamos, damos risadas, trocamos receitas, histórias,
presentes e presença. Esse ano eu levei para partilhar algumas lendas
natalinas, contos do Eduardo Galeano, contos recontados pela Rosane Pamplona e
a poesia do Manoel de Barros. É com essas queridas que eu acalmo o coração,
agradeço o ano, peço energia para o próximo e resgato o que tem de melhor na
minha fé. Ano após ano agradeço tê-las conhecido e ser acolhida, sempre, por
essas fadas boas!!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
HISTÓRIAS DE NATAL EM VALE VERDE (2016)
Tão
lindo ver o gesto solidário, o brilho no olhar, o sorriso no rosto!! Este ano
fui convidada pelo Sicredi Vale do Rio Pardo para fazer uma narração de Contos
Natalinos em Vale Verde, durante um evento, fruto de uma linda parceria
entre a Brigada Militar de Vale Verde, o Sicredi Vale do Rio Pardo e
outros tantos voluntários generosos. No início fiquei meio em dúvida se daria
certo, se as pessoas parariam para ouvir histórias, tendo brinquedos infláveis,
presentes e Papai Noel (sem falar do calor). Logo eu, uma contadora de
histórias, duvidei do poder mágico das histórias, que une gerações, que prende
pelo afeto, que interliga olhares. Foi maravilhoso ver a participação das
crianças e os olhares atentos das crianças de todas as idades!!
domingo, 18 de dezembro de 2016
SESSÃO DE CONTOS NATALINOS NO BAZAR DE NATAL DA CASA PLURAL (2017)
Hoje
não é noite de Missa do Galo, mas é noite de descobrir porque a Missa de Natal
tem esse nome. Esse segredo eu vou contar lá no lindo BAZAR DE NATAL DA CASA
PLURAL, às 19:00. Vou contar também a lenda de como surgiu o Panetone e sua
versão mais moderna, o "chocotone"!! A diversão é garantida e o
encantamento também!! Quem quiser, é só chegar!!
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BAZAE DE NATAL DA CASA PLURAL; CONTOS NATALINOS
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
A LENDA DE SÃO NICOLAU - OU SERIA A LENDA DE PAPAI NOEL?!
Hoje
é Dia de SÃO NICOLAU, Padroeiro de General Câmara, minha terra Natal. Você até
pode achar que não conhece São Nicolau, mas é a partir da sua história que
nasce uma das lendas mais forte das festas natalinas, a história do Papai Noel!
Em
toda a Europa São Nicolau é conhecido como uma figura lendária que distribuía
presentes na época do Natal. Originalmente, a festa de São Nicolau era
celebrada na data de sua morte, com a entrega de presentes. Se a data já não é
celebrada deste modo, a tradição de distribuir presentes na época no Natal prevaleceu,
ficando associada ao dia de Natal (25 de dezembro) no calendário cristão.
São
Nicolau faleceu a 6 de dezembro de 342 d.c. e seus restos mortais foram
levados, em 1807, para a cidade de Bari, na Itália. É atualmente um dos santos
mais populares entre os cristãos.
A
imagem que temos ainda hoje do Papai Noel é a de um velhinho e simpático, de
aspecto gorducho, barba branca, roupa vermelha, que conduz um trenó voador, puxado
por renas mágicas e carregado de presentes. Conta a lenda que na véspera de
Natal Papai Noel voa pelo céu para distribuir presentes às pessoas,
especialmente às crianças que se comportaram bem durante o ano. Esta imagem,
tal como hoje a vemos, teve origem num poema que Clement Clark More, um ministro
episcopal, escreveu para suas filhas, intitulado de “Um relato da visita de S.
Nicolau”.
Hoje
em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários lugares do mundo,
escreverem cartas ao Papai Noel, onde falam de seus presentes preferidos. Nesta
época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras
decorações natalinas, tudo para receber a visita do bom velhinho. Mas de São
Nicolau, quase não se fala mais!!
sábado, 3 de dezembro de 2016
CONVERSANDO SOBRE ESPÍRITO NATALINO E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NO PROGRAMA RÁDIO SAÚDE
Dia
desses propus ao amigo Pedro Thessing que conversássemos sobre o verdadeiro
sentido do Natal em seu programa semanal Rádio Saúde, que vai ao ar pela Rádio
Gazeta AM, aos sábados pela manhã.
Andamos
sempre tão apressados, tão acelerados. E no final do ano parece que precisamos
colocar na agenda tudo que não coube até dezembro. Do Natal, vivemos a
decoração e as compras, o que só faz com que nossa correria aumente ainda mais.
Nossos pequenos, quase sempre, apenas assistem a adultos estressados, sem tempo
para eles, se desdobrarem para comprar presentes. Mas a presença que faz
diferença, de verdade, na vida de todo ser humano, muitas vezes, não se faz
presente.
O
Pedro aceitou rapidamente a minha proposta e já foi dando ideias, queria a
participação de uma criança, para falar sobre a sua percepção do Natal e uma
psicopedagoga. Eu saí do nosso encontro já fazendo convites, chamando pessoas
que eu sabia que fariam a diferença, pelo olhar sensível. O bate papo, durante
o Programa Rádio Saúde, na Rádio Gazeta AM, neste sábado pela manhã, foi muito
legal. Podíamos ter seguido conversando a tarde toda!! Espero que nosso bate
papo tenha feito acender algumas luzinhas para a importância do "estar
junto com" no Natal e em todos os dias do ano!!
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RADIO SAÚDE; PEDRO THESSING; RÁDIO GAZETA AM
DOIS ANOS DE CAMINHADA DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA BENTO DE NÚRSIA
Dois anos atrás, num domingo ensolarado, foi inaugurada a Biblioteca Comunitária Bento de Núrsia. A Biblioteca foi idealizada e realizada pela irmã Marta Maria, do Mosteiro Santíssima Trindade, junto com o grupo de jovens de Linha Travessa. Hoje celebramos os dois anos da Biblioteca! Ao contrário do dia da inauguração, na tarde de hoje chovia muito, muito mesmo. Mas as crianças estavam lá. Foi tão lindo narrar "O caso dos brinquedos trocados" e ver as carinhas risonhas das crianças e também dos adultos. Depois brincamos com palavras, com a memória e o que ficou foi uma imensa vontade de nos encontrarmos novamente.
A Joice foi a "fiel escudeira" do dia, responsável
pelos registros fotográficos da tarde de hoje!!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
FOI SÓ MAIS UMA TRAGÉDIA (Texto de Sérgio Rosa)
Foram tantas as postagens nas redes sociais sobre a tragédia avassaladora que foi a queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para disputar as finais da Copa Sul Americana, na Colômbia. Um acidente terrível que ocasionou a morte de mais de setenta pessoas. Neste momento todo mundo pensa ter algo a dizer nas redes sociais. Minha escolha foi ficar quietinha, com receio de ser mais uma a se confundir e perder-se entre a solidariedade real e o momento #somostodos. Mas essa reflexão tão verdadeira do amigo Sérgio Rosa me tocou, merece ser lida e relida, por isso escolhi registrá-la no blog, para que não se perca no tempo. Salve, salve, Sérgio Rosa, pelas lucidas palavras!!
"Nos comovemos. Choramos. Sentimos dor. Parecíamos humanizados. Mas não! Foi assim com o avião da TAM. Com a boate Kiss. Com os assassinatos na França. #somostodos. Todos o quê? A ganancia que saqueou a vida dos passageiros do voo da Lamia é a mesma que nos move. Amanhã ou depois a dor da perda seguirá sendo somente dos familiares, que tiveram ceifada a vida de seus entes queridos. Eles sim seguirão carregando em seus corações a dor da saudade. Já nós, jogaremos por terra essa humanização fruto da comoção generalizada e momentânea do hoje. Retornaremos ao nosso cotidiano como se nada houvesse ocorrido. Claro a não ser que o jornalismo nos relembre! Carregamos as redes sociais de frases de efeito, mas blindamos nosso coração com uma tal hipocrisia. Nossa ganancia seguirá pairando como uma cortina de fumaça que não dissipa. São tantas tragédias diárias umas fatais outras morais provocadas por nós. Seguiremos esquecendo do calor humano de um abraço. ‘Eu te amo!’ Não há por quê dizer! O afeto que foi tirado do baú em função de mais uma tragédia, voltará ao esquecimento amanhã. E seguirá sendo motivo de piada. É uma pena! Mas é essa nossa cruel realidade! As tragédias são como um terremoto de pequena escala, que nos sacode, mas os estragos não nos atinge. Levamos um susto, mas seguimos na mesma. Sem sermos de fato atingidos. Quem é de esquerda é petralha. Quem for de direita é coxinha. Quem for diferente de mim, não merece meu respeito. Se for de matriz africana não tolero. E seguimos no lero lero, dos ismos, pondo em pratica todos os dias o nosso machismo escroto. Esse homofobismo dilacerante. Nosso racismo cruel, segregador. O nosso fascismo que mata. Seguiremos excluindo todos e todas que não se adequarem ao meu grupo. Somos assim! Seguiremos sendo assim. Indiferentemente de quantas tragédias surjam. Muitas Kiss, muitos assassinatos em massa, muitas outras TAM e Lamia surgirão e nós seguiremos nos comovendo apenas momentaneamente, sem que de fato possamos aprender e nos transformar em um ser humano. De nada adianta rezar, orar, se ajoelhar, acender velas, se nos pequenos detalhes seguiremos em pecado" (Sérgio Rosa).
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SERGIO ROSA; PAPELITO; CHAPECOENSE
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