segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MAIS RESPEITO, POR FAVOR ( E BURRA, NÃO!!)

Desde ontem, nas redes sociais, é um festival de discursos separatistas e uma chuva de "povo burro" pra cá e "povo burro" pra lá. Durante toda a campanha eleitoral me manifestei o tanto que me achei capaz. Não fiz nenhum comentário ofensivo no facebook de amigos ou conhecidos, pois embora discordasse de muitos, respeito o direito democrático de cada um. No meu face, compartilhei apenas as minhas ideias, não fui no embalo dos outros, muito menos nas grosserias. Votei na Dilma, direito meu, convicções minhas, perspectiva minha. Mas burra?!! Sim, se você disse ou pensou "povo burro", pouco politizado, etc, etc, me incluiu no seu discurso. Estranho é que tenho dois Mestrados, um em Desenvolvimento Regional (onde entre tantas temáticas, estudei a história do capitalismo) e outro em Educação, sou professora universitária, estudo muito e trabalho mais ainda. Não nasci em berço esplêndido, meu avô paterno era carpinteiro e o materno leiteiro, meus pais são professores aposentados da rede pública e eu trabalhei para pagar a minha Graduação, minha Especialização e meus Mestrados (fosse as parcelas de um, ou as idas e vindas à/ de Porto Alegre de outro). Mas acredito num Brasil mais igualitário, não tenho problema nenhum com o fato da possibilidade meu filho estudar com o filho da florista, do sapateiro, da faxineira, ou de quem quer que seja. Ao contrário, penso que a diversidade só agrega a formação humana. Quanto à corrupção, que bom que não existisse, mas enquanto houver, que não seja jogada para baixo do tapete - que os maus políticos sejam punidos e que um dia político não seja profissão e que política não seja sinônimo de maracutaia. Certa vez, quando eu ainda era uma adolescente rebelde e muito antes do PT governar uma cidade ao menos neste Brasilzão de Deus, uma professora me disse que "a política é linda, mas o que vemos hoje não é política e sim politicagem". Isso não mudou muito, mas muitas coisas mudaram, uma delas é o fato de eu poder dizer o que penso sem ser severamente punida, a outra é poder votar para Presidente da República.

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