sexta-feira, 18 de março de 2016

A VEZ E A VOZ DA LITERATURA INFANTIL: O QUE ESCREVEM E PENSAM OS SEUS AUTORES

"O projeto A vez e a voz da literatura infantil - o que escrevem e pensam seus autores foi patrocinado pelo Edital Bolsa de Fomento à Literatura da Fundação Biblioteca Nacional e Ministério da Cultura, promovendo a circulação de 13 autores da literatura infantil contemporânea por cinco capitais brasileiras, no formato de rodas de conversa. O projeto promove ainda a distribuição gratuita do livro que leva o mesmo nome do projeto, com textos escritos pelo grupo de escritores participantes. "A ideia é criar um espaço de diálogo entre autores, autoras, estudantes e educadores [...] na busca de novos olhares sobre a literatura para a infância".
Bom demais participar de uma Roda de Conversa tão incrível. Uma discussão que acrescenta, provoca, desacomoda, faz pensar, amplia o olhar. O ciclo de conversas "A vez e a voz da literatura infantil: o que escrevem e pensam os seus autores", começou por Porto Alegre e vai percorrer outras quatro capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife). Sempre conduzindo e fazendo parte da conversa estão as suas idealizadoras Cláudia Lins e Simone Cavalcanti. Em Porto Alegre fizeram parte da conversa os  queridos e super talentosos André Neves - que falou sobre a identidade cultural na ilustração de livros para a infância - e Celso Sisto, que falou sobre a literatura além do óbvio: subtexto, texto e contexto.  Em seguida as queridas Cláudia Lins e Simone Cavalcanti também contribuíram falando sobre suas experiências ímpares no campo do incentivo à leitura e escrita literária. Fabulástico!!
Todos participantes da roda de conversa receberam o livro "A vez e a voz da literatura infantil: o que escrevem e pensam seus autores". O livro contém os textos produzidos especialmente pelos escritores e ilustradores participantes do projeto. Ah!! O livro foi produzido com verba pública, por isso não é vendido, para recebê-lo é preciso participar das rodas de conversa. O meu está garantido!!  
E além do conhecimento ampliado há o encontro com os amigos,
os afetos trocados a energia recarregada. Tão bom!!
Com os queridos André Neves E Celso Sisto
Com a queridona Vera Hoffmann
A Ana Paula Cecato e a Patrícia Langlois fazem a diferença
quando o assunto é incentivo à leitura no Rio Grande do Sul,
além de serem pessoas incríveis e sensíveis!!
Com a querida e super engajada Simone Cavalcanti
Com a querida e mega articulada Cláudia Lins
Com as queridas Patrícia Langlois e Eleonora Medeiros
A literatura me torna, a cada dia mais, uma pessoa melhor
e cercada de amigos inspiradores!!

sábado, 12 de março de 2016

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DA CONFRARIA MENTES LITERÁRIAS

E lá se vai um ano de muita festa, de celebração à vida, amor às palavras, às histórias, aos escritores, ilustradores, narradores. Um ano de muito que-que-qué, de muito trelelê, de muita confusão e baratinação, porque esse montão de mulheres juntas não é mole, mas é muito divertido!!!
Um ano de Confraria Mentes Literárias!!
Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!!
 

sexta-feira, 11 de março de 2016

SARAU MULHERES BARATINADAS

Neste dia 11 de março de 2016 a Confraria Mentes Literárias realizou o Sarau "Mulheres Baratinadas", na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. O Sarau encerrou as atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher. Nossa proposta foi falar sobre nossas potencialidades rindo de nossas limitações e pequenos temores, como o tão conhecido "medo" de baratas. Na verdade poucas de nós tem medo, mas quase todas temos nojo, repulsa, aflição, entre outros sentimentos e sensações quando nos deparamos com uma barata.  Durante o Sarau, narramos histórias e poesias, dialogamos, cantamos e nos divertimos!! Uma diversão só!!                     

"Toda vez que eu chego em casa,
a barata da vizinha está na minha cama"...
Senhoras baratas, estamos aqui para conversar...
Senhoras baratas, estamos aqui para cantar...
Senhoras baratas, estamos aqui para espantá-las da careca do vovô...
Diz aí Gracinha que cê vai fazer?!
Eu vou dar uma "rodada" pra me defender!!
Diz aí Lelinha que cê vai fazer?!
Eu vou dar uma raquetada pra me defender!!
Diz aí Marileze que cê vai fazer?!
Eu vou dar uma "sombrinhada" pra me defender!!
Diz aí Roselaine que cê vai fazer?!
Eu vou dar uma sapatada pra me defender!
Diz aí Leila que cê vai fazer?!
Eu vou dar uma "sprayzada" pra me defender!
E aí mulherada que cês vão fazer?!
Vamos dar uma sambada pra nos defender!!
E depois vamos dar uma papeada...
E conversa vai...
E conversa vem...
E a conversa rola...
E uma espreguiçada para alongar...
E lá vem conversa...
E muitas curiosidades sobre baratas...
E a neurociência também fala sobre
a nossa relação com elas, as baratas!!
A gente pode tentar compreendê-las ...
E até conversar com elas...
E histórias rolam...
Mas barata em cima da mesa já é demais, né?!
Ah, Roselaine... Barata comendo a minha comida?!
Teve até poesia de barata!!
E a poesia rolou solta!!
E a dona Baratinha quis casar...
O difícil foi achar um noivo!!
Tão difícil que ela até desistiu!!
Pegou a bolsa e foi passear!!
Mas as baratas às vezes promovem encontros apaixonados...
E podem nos levar a meditar...
Mas até o papo com as baratas chega ao fim...
Ah, não. Na mesa, não!!
E as "baratinadas" celebram!!
E as "baratinadas" se divertem!!

terça-feira, 8 de março de 2016

A CIÊNCIA, AS MULHERES E AS BARATAS

A CIÊNCIA, AS MULHERES E AS BARATAS
De acordo com o neurobiólogo chileno Humberto Maturana, “as emoções são um fenômeno próprio do reino animal. Todos nós, os animais, as temos”.
Todos nós, inclusive as mulheres e as baratas!!
Conta Maturana que quando à noite - nós mulheres - acendemos a luz e nos deparamos com uma barata caminhando lentamente no meio da sala e gritamos: “Uma barata!” – grito geralmente proporcional ao tamanho da nossa companheira de afazeres noturnos –, a barata (coitada), fica toda baratinada e começa a correr de um lado para outro, como nós!
De acordo com a ciência de Maturana, se pararmos para observar o que acontece, poderemos nos dar conta do que a barata pode fazer se a nossa reação for diferente – ou indiferente – à ela.
Se ficarmos baratinadas a barata também fica, mas... De acordo com a ciência, se olharmos atenta e silenciosamente, a barata, que caminha vagarosamente no meio da sala, pode parar para comer, observar o ambiente e desfrutá-lo. No entanto, se reagirmos afoitamente à sua presença, ela apenas retribui. Corre, voa e não desfruta nada do ambiente.
Aprendi com o cientista que posso conversar com as baratas. Posso até mata-las, mas de um modo mais “amoroso”. Já experimentei e dá certo, pedi para uma delas esperar para que eu buscasse o inseticida. E não é que a bichinha esperou!! Mas achei essa uma morte muito passional!!
Hoje eu contrato um assassino de aluguel, que atende pela alcunha de marido. Mas, às vezes, olhando em seus olhinhos, resolvo apenas conversar e opto pela convivência pacífica.
Hoje sei que as baratas são fortes, trabalhadoras, mães e muitas gostam de desfrutar o ambiente doméstico, como nós. Gostam também de compartilhar os espaços e de uma boa conversa entre amigas. E assim como nós, são completamente reativas e baratinadas!!
(Texto: Léla Mayer)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

COMEÇANDO A PENSAR DE MODO SISTÊMICO

Final do mês, último dia de fevereiro, primeiro dia de aula da disciplina de Fisioterapia Neurofuncional I na Unisc. Ano novo, turma nova, e com ela a necessidade de que meus novos alunos compreendam o que é pensamento sistêmico, para que possam iniciar a jornada com um modo de pensar ampliado, complexo e integrado. "O ponto de mutação", obra de Fritjof Capra, é sempre meu norte. Mas é, de fato, complexo compreender estes conceitos, por isso lanço mão de todos os recursos que disponibilizo. A dinâmica da teia remete à grande metáfora do pensamento sistêmico, é cheia de possibilidades, basta estar disponível para aprender com ela. Uma experiência maravilhosa!!

"Não existe nenhum organismo vivo individual que viva em isolamento"
(Capra, 2002, p. 23)

sábado, 16 de janeiro de 2016

EXISTE UMA LEI QUE PROÍBE AS MULHERES DE AMAMENTAR EM PÚBLICO?!

Segundo o site "Veja Notícias" a informação de que "foi aprovada uma lei que proíbe a mulher de amamentar em público sob pena de prisão de até 5 anos" é falsa. No que andei pesquisando pela web, as informações conferem com o que diz no site que "o que temos em vigor são leis completamente diferentes dessa que estão espalhando pela web. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a prefeitura sancionou uma lei, em abril de 2015, garantindo o aleitamento materno em qualquer estabelecimento da cidade sob a pena de multa de R$500".
Contudo, porém, todavia, no entanto, só o fato de haver a necessidade de leis garantindo esse direito aponta o fato de que ele foi questionado e só essa discussão, a meu ver (é claro) já é maluca (não achei uma palavra melhor). Vivemos uma fase de tamanha hipocrisia moral que a cada dia eu fico mais perplexa com as ideias das pessoas. Não é nem uma questão de retrocesso pensar a questão, fico realmente sem palavras para descrever esse momento de tantos falsos moralismos e falsos moralistas em que vivemos!!