domingo, 31 de julho de 2011

A HISTÓRIA DO AMOR PERFEITO

Estou lendo "Sonho de uma noite de verão" (Shakespeare, adaptado por Ana Maria Machado) e amei essa história que vou compartilhar:
Numa noite em que as estrelas desciam do céu e pousavam nos galhos das árvores para enfeitá-las como velas acesas, desceu do céu também o Cupido, voando com suas armas em direção à Terra. Ele soltou uma afiada flecha amorosa de seu arco, mirando uma sacerdotisa que meditava no templo erguido entre as árvores. Mas Cupido errou sua pontaria, e a flecha, em chamas, foi parar no campo que se estendia além da floresta, acertando uma florzinha branca como o leite. Imediatamente a flor ficou roxa, ferida pelo amor. Essa flor é até hoje conhecida como AMOR PERFEITO.

SEGUINDO OS PASSOS DA TIA!!!

Essa figurinha aí é o Lucca, meu sobrinho. Contam que ele anda seguindo meus passos e contando histórias mundo a fora. Ele é tão talentoso que já inventou a sua primeira história, que diz assim:
"Era uma vez um lobo mau, que era muito mau!" FIM
Não é genial?!
Que orgulho da titia!!!

domingo, 26 de junho de 2011

Histórias para mudar o mundo 2011




No dia 21 de junho participei com os outros contadores da Red Cuentacuentos da ação/ mobilização "Histórias para mudar o mundo". Neste dia contei histórias em ônibus e paradas de ônibus, aqui em Santa Cruz do Sul (RS, Brasil), cidade onde moro. Muito difícil de descrever o que foi a experiência. Numa palavra apenas, MARAVILHOSA!! Queria passar muitos dias mais pelas paradas e ônibus, contando histórias, provocando sorrisos e desacomodações. Foi lindo!! Nas paradas, algumas pessoas já me recebiam com um sorriso, outras tentavam desviar o olhar, mas aos poucos iam se rendendo. Em algumas paradas contei histórias para pessoas que estavam sozinhas e depois de contar e também escutar, recebi até abraços. Às vezes eu contava histórias para uma criança e quando via, os adultos já estavam olhando, rindo, participando. No ônibus o acolhimento foi total, gente com fones de ouvidos, tirava os fones para poder participar. Lindo, não é mesmo?! Depois das histórias algumas pessoas me contavam de histórias que ouviam quando eram crianças, ou sobre os netos que gostavam de ler. Muito lindo, mesmo!! Quanto as histórias, contei histórias do Eduardo Galeano, do Ilan Brenman, do Dilan Camargo e do Patrício Dugnani. MA-RA-VI-LHO-SO!!
Essa minha experiência e de outros contadores de todo o mundo estão relatadas também do blog da Red. Espiem lá:

terça-feira, 21 de junho de 2011

CONTANDO HISTÓRIAS PARA MUDAR O MUNDO

Vinte e um de junho foi a data escolhida para celebrar o nascimento da Red Internacional de Cuentacuentos e difundir e aprimorar a arte de contar histórias em todo o mundo, a partir do tema: "Histórias para mudar o mundo". Como hoje eu não estaria com os meus alunos na Universidade, resolvi iniciar a comemoração ontem a noite. Antes de encerrar a aula, contei para a turma o conto "A serpente e o vaga-lume", que é a primeira história do maravilhoso "As quatorze pérolas da Índia", do querido e talentoso Ilan Brenman.

Contar histórias para adultos é algo que tem me encantado cada dia mais, pois é maravilhoso ver que em qualquer fase da vida, uma boa história desperta curiosidade e acende o brilho do olhar. Espero que meus alunos tenham gostado...

Hoje eu vou estar pela cidade (Santa Cruz do Sul), ao longo do dia pelas praças, ônibus e paradas de ônibus, contando pequenas histórias que possam despertar sentimentos capazes de mudar o mundo, entre elas "A serpente e o vaga-lume".

HISTÓRIAS PARA MUDAR O MUNDO


No último “Simpósio Internacional de Contadores de Histórias”, realizado em 2010 no Rio de Janeiro, vários coordenadores da “Rede Internacional de (Contadores de Histórias) Cuentacuentos” (RIC), da qual faço parte, estabeleceram a data de 21 de junho para celebrar o nascimento da RIC e difundir e aprimorar a arte de contar histórias, sempre com o tema: “Histórias para mudar o mundo”. A proposta é convidar e convocar a todas as pessoas que queiram se somar a esse festejo: para que narrem contos nesse dia em diferentes locais: escolas, bibliotecas, colégios, casas de família, praças, parques, centros culturais, salas teatrais. Com estas ações estaremos multiplicando o efeito de celebração que procuramos e estaremos - entre todos - narrando histórias para criar uma nova realidade, e começar a sentir que vamos construindo um mundo melhor através da palavra e dos contos.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O BRASIL QUE NOSSOS PEQUENOS CONHECEM (CONHECEM?)

Dia desses eu e o João (meu filho) fomos ver RIO. Uma gracinha!! Mas ... Logo na primeira cena panorâmica, o João, que só conhece o Rio pela TV, e da pior maneira possível, me perguntou: - Mãe, isso é o Rio de Janeiro? / Eu respondi que sim. Ele então, continuou seu raciocínio: - Mas eu achei que o Rio de Janeiro fosse mais pobre. / Perguntei porque. E ele respondeu: - Porque no Rio de janeiro tem guerra, né mãe!/ Me calei. Às vezes ficamos perplexos com os (mal) entendimentos dos estrangeiros sobre o nosso país. Naquele dia vi o quanto nós também temos mal (e às vezes, mau) entendimento do nosso país.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A NOVA PANDORGUEIRA DO REINO

No início do ano, em um evento onde eu era palestrante, conheci duas pessoas muito queridas e talentosas, o Ricardo Freire e a Ângela Gomes, integrantes do encantador grupo “Pandorga da Lua”, de Santa Maria (RS). Deste encontro, veio o convite para eu participar com o grupo numa apresentação aqui, em Santa Cruz do Sul.

Algum tempo depois o Ricardo me enviou o texto de abertura do show. Super pequeno, fácil, fácil. Eu já estava com ele todinho na ponta da língua.

Dizia assim (o texto do Ricardo):
“Era uma vez um lugar muito lindo, a natureza era bela e o céu era mais azul. Todos os moradores viviam muito felizes. Esse lugar ficava no coração do Rio Grande do Sul, do Brasil. Era o mundo da música e da poesia, do sonho e da imaginação. Era o mundo do Pandorga da Lua. Lá reinava a paz, o amor e a alegria. Qualquer coisa era motivo para se fazer música e poesia: a natureza, os animais, as plantas, as pessoas, os sentimentos, o céu, as estrelas, o sol e a... (e a Ângela entraria cantando a lua flutua...).

Poucas horas antes do espetáculo eu comecei a ficar com aquele “friozinho na barriga”, pois esta era uma experiência ainda muito nova para mim. Conversei com o Ricardo e ele, todo querido, me disse: “Relaxa, você só precisa situar as pessoas, mostrá-las a atmosfera do show e dar a deixa para a Ângela entrar”.

Pensei: “Nossa, é só isso...!”

Fala sério, sabia que aquele um minuto e meio para mim era uma grande responsabilidade, afinal, era o “Pandorga da Lua”, né?!

Mas já que quem conta um conto aumenta um ponto, a história acabou saindo assim...
“Era uma vez um lugar muito lindo, onde a natureza era bela e o céu era mais azul. Os habitantes eram muito felizes. Esse lugar ficava no coração do Rio Grande do Sul. Lá habitavam pessoas (realmente) muito felizes, que adoravam música e poesia. Nesse lugar onde o espaço para a música e a poesia, o sonho e a imaginação tomava conta do mundo, ele se transformou num Reino. O Reino do Pandorga da Lua. Lá, com essa felicidade toda, não existia dia onde música e poesia não fizessem parte. E qualquer coisa, em qualquer dia do ano, era motivo para se fazer música e poesia. A natureza, os animais, as plantas, as pessoas, os sentimentos, o céu, as estrelas, o sol e a...”.

Bom, no final tudo deu certo. Fiz novos e queridos amigos e fui elevada ao posto da mais nova “pandorgueira” do Reino.